Sobre ser órfã

Apesar de quarentona (sim, eu quarentei faz poucos dias, mas isso é assunto para outro post), eu me sinto órfã.

No post anterior, sobre 2015, eu mencionei sobre a intensidade do ano e coisas ruins e tal, apesar de focar só nas boas. Enfim, as coisas ruins envolviam saúde da minha mãe, e também a minha. No que se refere a mim, foi só um susto. Mas minha mamãe não teve a mesma sorte.

Ontem fez 1 mês que ela nos deixou, exatos 2 dias depois do último post. Hoje faz 1 mês que a sepultamos. Meu amor, minha vida, meu norte, meu tudo. Fiquei sem chão, sem eira nem beira, sem referência. Me senti desamparada, literalmente. Apesar de saber que não cabia outro desfecho, apesar de saber que ela estava doente e sofrendo, eu não queria. Não queria que ela sofresse, não queria que ela partisse, queria que isso tudo fosse só um sonho ruim e que, pela manhã, eu acordasse com ela me telefonando para me pedir alguma coisa besta, como pra checar o extrato do banco para ela.

Em pouco mais de 2 anos, perdi meu pai e minha mãe. Fiquei órfã. E apesar de não ser mais criança, nem depender de ninguém (financeiramente), eu me sinto desse jeito. Eles eram presentes em todos os momentos, me davam suporte em tudo o que eu precisasse, fosse cuidando do pequeno, fosse me acompanhando em passeios no shopping. Fiquei com aquela sensação de “quem vai cuidar de mim?”. Porque sim, eles cuidavam de mim. Muito.

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