Senta que lá vem história.

Textão alert.

Passou o tempo e eu sumi daqui, pra variar.
Mas precisava registrar algumas coisas nesse período que fizeram TODA a diferença. Para a vida inteira.

Vamos ao começo: ano passado, meu pequeno fez alguns exames e descobrimos que o colesterol dele estava limítrofe. A pediatra, na ocasião, orientou dieta e atividade física diária para o guri. No entanto, a vida não permitiu que eu o matriculasse em nenhuma atividade: minha mãe fez 2 procedimentos cirúrgicos, quimio, internações e enfim. Não tinha como. Aí no começo desse ano, ela nos deixou.

Comecei a reconsiderar matricula-lo numa academia que oferece várias atividades para crianças por um valor único. Numa ida ao shopping, pedi ao marido para ir até lá conferir os valores, e confesso, mais para distrair o guri, que estava entediado e virado no giraya, do que por qualquer intenção de iniciar a atividade física familiar imediatamente. Como eles estavam demorando a voltar, fui lá buscá-los e eles haviam acabado de fazer um tour pelo estabelecimento. Resumo da história: saímos matriculados, Heitor e eu. O marido ficou de decidir depois ( começou quase 1 mês depois :) ).

Optei pelo pacote com natação 3 vezes por semana para ele e, para mim, pacote fitness básico, sem atividades na piscina. Porque né, eu era zero a esquerda na água, tinha terror, pânico, pavor de nadar, não sabia nem como enfiar a cara na água. Comecei as atividades na segunda feira, 28 de março, e me dei conta de que no dia seguinte, no horário do pequeno ir para o futebol, eu ficaria à toa, pois a única aula coletiva que havia no horário era hidroginástica. E não dava para fazer o meu treino porque a minha série inicial era 3 vezes na semana, e o dia seguinte seria o intervalo. Pensei um pouco e pedi para mudar o meu plano para o Aqua, para que eu pudesse ~tentar~ fazer a atividade enquanto o filhote fazia a aula dele.

Aos trancos e barrancos, surtada de pânico, comecei a frequentar as aulas de hidro 2 vezes na semana.

Na semana seguinte, morrendo de medo de cair na piscina durante os exercícios da hidro, a professora do dia – a Beth,  que estava substituindo a Luar, prof oficial do horário – disse que não desiste nunca de nenhum aluno. E depois, ela resolveu: eu vou te ensinar a nadar. Me passou os horários das aulas à noite e eu topei. Muito descrente, confesso. Não pela determinação dela, mas eu nunca acreditei que fosse sair do lugar e soltar a barra, flutuar e tal. Porque foram 40 anos e 5 tentativas de natação, e em nenhuma eu sequer consegui boiar sem soltar a barra. Enfiar a cara na água? Nem pensar!

No dia marcado – 9 de abril – eu tive dor de barriga à tarde, só de pensar no que me aguardava logo mais à noite. Mas fui assim mesmo. E ali, começou a minha jornada na natação.

Hoje, quase 2 meses depois, estou muito, mas muito longe de ser uma atleta nadadora. Mas em menos de 1 mês, Beth – a professora linda que tem o mesmo nome da minha mãezinha querida – me fez soltar a prancha e nadar. Finalmente sou capaz de sobreviver numa piscina, me locomover, relaxar, e o meu objetivo foi alcançado. E apesar do meu propósito ser, em princípio, fazer a natação para aprender o básico, eu decidi continuar. Decidi aprender técnica e não parar.

À ela – Ana Elizabeth – toda a minha gratidão, todo o meu amor por ter me ajudado a alcançar um dos sonhos da minha vida.

Eu, que entrei na academia pensando apenas em fazer o treino básico de musculação para ganhar um pingo de massa muscular, enquanto aguardava as atividades do filhotinho, entrei de gaiata na piscina e ganhei como prêmio uma realização pessoal imensa.

Hoje meu mantra é: continue a nadar, continue a nadar.

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